Diário de Leitura: Por Lugares Incríveis - Parte 1

Um começo intenso para quem não estava preparado para a leitura.

março 29, 2020 - Postado Por: Redação SOODA
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Um começo intenso para quem não estava preparado para a leitura.



25/03 a 29/03 = Início até a página 103.

A editora Seguinte lançou uma leitura de “Por Lugares Incríveis” que vai de 25 de Março até 12 de Abril. Agarrei essa oportunidade para ler esta história que teve um hype muito grande no seu ano de lançamento (2015) aqui no Brasil e retornou por conta da adaptação cinematográfica pela Netflix (desde 2016 sendo prometido).

Este post possui termos considerados como gatilho para algumas pessoas / Possui spoilers.

Como este post se trata mais de um diário de leitura é evidente que haverá spoilers ao longo do post, recomendo que leia junto com a gente ou aguarde para ler a resenha sem spoilers que vou publicar ao final dessa leitura coletiva. Avisos dados, vamos ao assunto.

“Não me lembro de ter subido até aqui. Na verdade, não me lembro de quase nada antes de domingo, pelo menos nada do que aconteceu neste inverno.” Página 11

Jennifer simplesmente nós joga assim na história, temos um Theodore em cima da torre da escola criando argumentos para fazer uma loucura. Fiquei aflito logo de primeira achando que a autora iria me desestruturar logo no primeiro capítulo, foi quase.



Nessa mesma torre, somos apresentados a Violet, nossa protagonista com Theodore. A princípio ela estava indo pelo mesmo caminho que ele, mas acaba acordando, como se estivesse num transe. Sério gente, essa escola deveria redobrar a vigilância desse telhado/torre.

“- Um dia perfeito, Do início ao fim. Quando nada de terrível ou triste ou comum acontece. Você acha que é possível?” Página 17

Sabemos que Violet não é mais a mesma após o acidente com sua irmã, ela tem dificuldade em aceitar a perda da mesma e de certa forma não quer tentar seguir a vida, como se isso fosse realmente “trair” a sua irmã.

Tanto Theodore quanto Violet são pessoas que sabem que há algum problema com elas, não querem ou evitam pedir ajuda por medo de serem taxadas ou acabar tornando-se um peso maior. Mas fica aqui um conselho: sempre que precisar, peça ajuda. Não hesite.



Particularmente achei um tanto forçada as investidas do Theodore pra criar uma relação com a Violet, ainda mais usar o acontecido na torre como uma muleta pra eles terem algo em comum, nesse primeiro tempo foi um tanto de ranço com ele, ainda bem que isso melhora ao longo da leitura.

Ao longo da narrativa de Theodore, ele vai citando que está de fato acordado, e aí que eu comecei a prestar bem mais atenção ao que ele vai citando ao longo do livro para basear essa vontade dele em tentar tirar a vida. Theodore cita o relacionamento tóxico com o pai, a separação dos pais e o bullying na escola, são três situações complicadas e que fogem da nossa mão.

Quero destacar o gosto musical um tanto único de Theodore em uma das suas muitas personas, o garoto dos anos 80 e as diversas citações a autores e obras consagradas no meio literário como As irmãs Brontë e Virginia Woolf (fiquei com o coração apertado lendo as citações dessa mulher).


Anne, Emily e Charlotte Brontë. Quadro do seu irmão Branwell. (c. 1834)


Virginia Woolf / Foto: George Charles Beresford, em agosto de 1902.

Esse foi o primeiro diário de leitura, espero que tenham gostado e comentem o que acharam sobre a leitura.

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