Resenha: Big Baby - Charles Burns

A Adolescência dos anos de 1980 e 1990 em uma obra, onde a realidade aterrorizava muito mais que a fantasia

maio 23, 2019 - Postado Por: Redação SOODA
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A Adolescência dos anos de 1980 e 1990 em uma obra, onde a realidade aterrorizava muito mais que a fantasia






Big Baby (Big Baby)
Autora: Charles Burns
Editora: Nemo - Darkside Books
Ano: 2019
Skoob: 4.0 estrelas / Goodreads: 3,95 estrelas
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4 Estrelas
Big Babyreúne quatro histórias do personagem título, apelido de Tony Delmonte, um fã dos clássicos quadrinhos de terror, revistinhas pulp e filmes B e um típico jovem dos subúrbios norte-americanos dos anos 1980.As quatro histórias – escritas e desenhadas entre 1983 e 1992 e publicadas na revista RAW, de Art Spiegelman (autor de Maus) e Françoise Molly, em jornais semanais de forma serializada e mais tarde em livro pela Kitchen Sink Press – foram reunidas pela primeira vez em livro pela editora norte-americana Fantagraphics em 1999 e, finalmente, chegam ao Brasil. Em “A Maldição dos Toupeiros”, Big Baby e sua curiosidade infantil são o ponto de partida para uma história que envolve um marido desconfiado de sua fiel esposa e homens toupeira que mantêm pessoas em cativeiro em uma prisão subterrânea no quintal do vizinho. “Peste Juvenil” poder ser lido como preâmbulo a Black Hole e seus jovens infectados, em um mundo às voltas com possíveis seres bizarros e alienígenas.“Clube de Sangue” se passa em um acampamento de verão, cenário perfeito e usual para histórias de fantasma e intrigas entre os adolescentes que precisam provar estarem aptos a entrarem para o clube. Como em seus melhores momentos, Burns investiga os dramas, as dores e as delícias do amadurecimento e da aceitação em um dos períodos mais conturbados na vida de qualquer pessoa.A precisão cirúrgica do traço de Burns acrescenta uma frieza sinistra ao seu peculiar senso de humor. Junto à sua ligação afetiva com a cultura do horror em voga nos anos 1950 e 1960, algo constante em sua obra, produz em Big Baby mais uma narrativa brilhante que captura de maneira magistral o desconforto e o medo da adolescência no final do século XX.

Autor: CHARLES BURNS cresceu em Seattle nos anos 70. Seu trabalho ganhou destaque na revista Raw, de Art Spiegelman, em meados da década de 1980, e decolou de lá, em uma extraordinária variedade de quadrinhos e projetos, desde capas de álbuns de Iggy Pop até a mais recente campanha publicitária de Altoids. Em 1992, ele projetou os sets para a reimpressão de Mark Morris de The Nutcracker (renomeado The Hard Nut) na Brooklyn Academy of Music. Ele ilustrou capas para Time, The New Yorker e The New York Times Magazine. Ele também foi indicado como o artista de capa oficial da revista The Believer em seu início em 2003. Black Hole recebeu prêmios Eisner, Harvey e Ignatz em 2005.

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