Resenha: A Corte de Luz - Richelle Mead

Lady Elizabeth irá fazer de tudo para ter o controle de sua vida

maio 09, 2018 - Postado Por: Everton Assis
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Lady Elizabeth irá fazer de tudo para ter o controle de sua vida


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Basta você fazer uma breve pesquisa na história da nossa ou de qualquer outra sociedade para perceber que sempre ouve uma batalha constante para manter o tão aclamado “status social” perante a todos. Diversas pessoas não medem esforços para garantir a longevidade em uma posição privilegiada dentro da sociedade.

Para a Condessa de Rothford, Lady Elizabeth a nossa protagonista, sempre esteve muito claro que em algum momento de sua vida, ela teria que definir seu destino com um bom e rentável casamento, de preferência com um bom homem nobre o bastante (títulos + riquezas) para sua posição. O que Elizabeth não aceitava era ter que se submeter a um casamento arranjado com alguém totalmente desconhecido (casamentos arranjados pelos pais, eram comuns até demais nos séculos passados), Elizabeth queria ter o poder de escolher com quem deveria casar.

“[...]— Você terá pessoas fazendo escolhas por você durante toda a sua vida. Acostume-se com isso.” (P. 13)

Convenhamos que estando no lugar de Elizabeth, eu também não aceitaria me casar com qualquer pretendente desconhecido arranjado por minha avó, mesmo com o risco de ser deserdado haha. Mas não há muitas opções para Elizabeth, sua avó, Lady Alice Witmore, conseguiu encontrar um pretendente à altura de sua neta.

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Elizabeth conheceu o então Barão Belshire, um primo distante (eca!), porem com sua riqueza em crescimento. O Barão estava fazendo muito dinheiro com a colheita e venda de cevada e sendo um sangue azul seria um ótimo par para Elizabeth, segundo sua avó.

Elizabeth ainda tenta argumentar com sua avó sobre essa escolha, mas Lady Alice não mudou seus planos. Como citado anteriormente, Elizabeth mostra desde o começo da trama que sente anseio pelo domínio da sua vida, mas como sair desse casamento?

“[...]— Sou uma mulher nobre do reino. O nome da minha família impõe respeito em todos os lugares. Então, porque eu não poderia ser livre para ir a qualquer lugar? Para escolher fazer o que eu quiser?” (P. 17)

Eis que no choro de uma das suas criadas, Elizabeth conhece o distinto Cedric Thorn que estava ali para levar Ada ou Adelaide (a criada chorona) para uma espécie de internato, que prepara meninas pobres para uma nova vida de “luxo” em um novo reino, Adoria (achei estranhíssimo esse nome haha). E no choro de Ada, Elizabeth encontra o plano de fuga do casamento arranjado, afinal o que poderia dar ruim em uma nobre assumindo a identidade de sua criada em um novo reino? (Calma não tirem conclusões precipitadas caros leitores)

Um ponto importante a se levantar aqui é o quanto misterioso Cedric vai se apresentando ao longo da trama, e se não bastasse isso dá um peso maior para Elizabeth, ainda temos uma atração crescente que envolve os dois, se tornando proibido e ainda assim fazendo suas histórias se mesclarem até demais. (Quase um spoiler, quase hahaha)

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Sem proteção nenhuma do seu título, Elizabeth, agora como Adelaide enfrenta o desconhecido. Ela está por contra própria e de vez em quando tem uma leve ajuda de Cedric. Elizabeth conhecerá o mundo fora de sua bolha de nobreza. Como se portar? Mentiras? Decisões difíceis? Qual o caminho certo a escolher? Essas e muito outras dúvidas apareceram em sua mente ao longo dessa emocionante trama.

Uma sociedade quase real
Em A Corte de Luz, Richelle apresenta a sociedade de Osfrid e a “nova sociedade” de Adoria que ambas juntas remetem a sociedade da Era Vitoriana (século XIX). Com seus costumes, moda, justiça e a vida sendo conduzida baseado no forte poder da religião. Já a sociedade em crescimento de Adoria é recheada por novos ricos, a maior parte comerciantes que ganharam riquezas suficientes em Osfrid para adentrar na linha da nobreza, mas abaixo da linha dos nobres de berço.

A Corte de Luz me surpreendeu muito positivamente, por não ter lido nada da autora anteriormente, aquele pé atrás veio, mas a curiosidade foi bem maior. É uma trama que contém detalhes de lugares e moda, mas que não torna a leitura arrastada, muito ao contrário, você percebe que algumas cenas ou descrição se tornam essenciais para a desenvoltura da trama.

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Ao longo da trama Richelle tende a deixar algumas pontas soltas, algumas ela elimina ao final desse primeiro livro, outras servem de gancho para um próximo livro, nada que você vá ficar delirando por não saber haha. Agora tenho gás para enfrentar outras histórias da autora, enquanto não sai a continuação de A Corte de Luz.


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A Corte de Luz (The Glittering Court)
Volume #1, Série The Glittering Court
Autora: Richelle Mead
Editora: Outro Planeta (Editora Planeta De Livros)
Ano: 2017
Skoob: 3.5 Estrelas / Goodreads: 3.4 Estrelas
Compre Aqui: Amazon, Saraiva, Submarino
04 Estrelas
Elizabeth, condessa de Rothford, foi condenada a um casamento arranjado com um rico – e entediante – comerciante de cevada. Pra fugir desse destino, a garota assume a identidade de uma de suas criadas e foge em uma carruagem em direção à floresta de Adoria. Lá, Elizabeth, que agora atende por Adelaide, é acolhida na Corte de Luz, uma espécie de internato que capacita jovens de baixa renda e as transforma em verdadeiras damas da sociedade. A condessa disfarçada de serviçal sai-se muito bem nas atividades da escola e, em pouco tempo, chama a atenção de Cedric, o filho do dono do lugar. Uma poderosa atração nasce entre Cedric e a misteriosa Adelaide, colocando não só o disfarce da garota em risco, mas também um grande segredo que o rapaz procura esconder a todo custo.
Autora: Richelle Mead é uma leitora voraz, fascinada por mitologia e folclore. Autora reconhecida tanto pelo público como pela crítica na área da fantasia urbana para adultos. Autora da série bestseller, Vampire Academy, com fãs pelo mundo todo, e que ja ganhou honras da American Library Association.

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