Resenha: Como Parar o Tempo - Matt Haig

Uma história marcante, recheada de momentos tristes e felizes, mas essencialmente humana.

janeiro 08, 2018 - Postado Por: Ayleen De Paula
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Uma história marcante, recheada de momentos tristes e felizes, mas essencialmente humana.




A primeira regra é não se apaixonar. E como poderia? Se sua vida não tem fim. Em Como parar o tempo, vamos conhecer Tom Hazard, um quarentão que esconde um grande segredo do mundo: ele não envelhece. Por esse “pequeno” problema, Tom é obrigado a viver sua vida como um nômade, sempre trocando de identidade e nunca se aproximando demais das pessoas, para que possa se manter em segurança.



Com séculos nas costas, ele só quer dar uma razão a sua existência e decide que sua nova identidade será como professor de história em Londres, sendo o disfarce perfeito para alguém que já testemunhou vários acontecimentos históricos. Entretanto, o que ele menos imagina quando começa a trabalhar, é que a primeira regra pode estar extremamente ameaçada.



A história é narrada entre passado e futuro, dando a localização do personagem, bem como mostrando aos pouco sua história de vida. Como já foi dito acima, há várias passagens de tempo históricas, algumas conhecidas outras nem tanto, como por exemplo, conseguimos visualizar o tempo em que a igreja caçava e condenava as bruxas injustamente, dando uma dramaticidade grande a trama. Particularmente, gostei muito do conteúdo histórico fornecido.

A forma com que o autor, nos descreve o protagonista, mostrando a sua dor, seu sofrimento, suas questões de vida, todas as dificuldades que ele enfrenta desde que descobriu sua condição de não envelhecimento, e o crescimento e autoconhecimento no decorrer da história, é realmente marcante e bem estruturada.



Sendo assim, estive me perguntando desde que terminei a leitura, em que palavra seria possível resumir este livro? Não poderia ser outra, senão tocante. O autor teve uma sensibilidade TÃO grande ao escrever esta história, me fazendo refletir sobre a vida e como é certo ela ter inicio, meio e fim. Na verdade, você é lavado constantemente a se perguntar coisas que, talvez, passariam despercebidas na sua vida.



Apesar de não ter sido uma leitura fácil pra mim, por não ser o tipo de livro que se enquadra na minha zona de conforto, não posso dizer que me arrependi de lê-lo, muito pelo contrário, foi uma surpresa positiva e indico de olhos fechados. Fiquei encantada com vários trechos em que o autor fez referências a William Shakespeare e outros tão marcantes quanto.

“Seus sorrisos, as primaveras que fazem minhas alegrias florescer, suas dores, os invernos do meu pesar...”

Definitivamente, uma das leituras mais fascinantes e reflexivas de 2017. A editora acertou em cheio quando trouxe essa preciosidade para nós leitores e com certeza, quero ler outras obras do autor.


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Como Parar o Tempo (How to Stop Time)
Autor: Matt Haig
Editora: HarperCollins Brasil
Ano: 2017
Skoob: 4.0 Estrelas / Goodreads: 4.1 Estrelas
Compre Aqui: Amazon, Saraiva, Submarino
04 Estrelas
A PRIMEIRA REGRA É NÃO SE APAIXONAR.
Tom Hazard esconde um segredo perigoso. Ele pode aparentar ser um quarentão normal, mas por causa de uma estranha condição está vivo há séculos. Da Inglaterra elisabetana à era do jazz parisiense, e de Nova York aos mares do sul, Tom já testemunhou tanto que agora precisa apenas de uma vida normal. Sempre trocando a identidade para se manter a salvo, ele encontra o disfarce perfeito trabalhando como professor de História em Londres. Assim, pode trazer suas experiências do passado como fatos vivos. Pode manipular as histórias para seus alunos. Pode levar uma vida normal. Tom só não pode se esquecer da primeira regra. Aquela sobre paixão... Como parar o tempo é um romance doce e envolvente sobre como se perder e se encontrar na própria história. É sobre as certezas da mudança dos tempos e o tempo que a vida leva para nos ensinar como vivê-la.
Autor: Matt Haig nasceu em Sheffield, na Inglaterra, em 1975. Ele escreve livros adultos e infantis, frequentemente mesclando, com um toque sutil, os mundos da realidade doméstica e da mais absoluta fantasia. Seus romances mais famosos já foram traduzidos em 28 idiomas. Ele também é um premiado escritor de livros infantis. O jornal The Guardian descreveu seu texto como "deliciosamente estranho", e o New York Times o chamou de "romancista de grande talento", cuja narrativa é "engraçada, fascinante e comovente". Atualmente, Matt mora em York e Londres.

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