Retrospectiva Literária: Livros que representam a diversidade e ativismo em 2017

Confira uma lista de livros que mostraram que a literatura está antenada às questões sociais

dezembro 27, 2017 - Postado Por: Redação SOODA
Compartilhe:

Confira uma lista de livros que mostraram que a literatura está antenada às questões sociais




Se 2017 fosse representado com uma palavra, com certeza seria "diversidade", isso porque esse ano, apesar da ascensão do conservadorismo em todo o mundo, os movimentos de minorias também teve o seu levante. Nos cinemas, filmes como Mulher-Maravilha e Star Wars - Os Ultimos Jedis, colocaram mulheres em evidência, sendo generais em uma guerra no espaço, ou super heroínas que são mais que figuras decorativas. Além disso, o vencedor do Oscar em 2017 coleciona representatividade: Gay, Negro, Pobre. Algo que congrega uma boa história, conseguindo desbancar o saudosismo de Hollywood (que costuma sempre faturar o Oscar, vide Hugo Cabret e O Artista) e desbancar o campeão de estatuetas, La La Land, na briga pelo Melhor Filme.

Além disso, a música conseguiu mostrar a sua faceta mais ativista, inclusive chegando a ícones pop´s como Katy Perry, que resolveu deixar sua critica a eleição de Trump com a música e o clipe distópico Chained to the Rhythm. E também o sucesso estrondoso da música latina, a exemplo de Despacito, que alcançou no Youtube, um número que dificilmente será alcançado tão cedo. Isso sem contar que o artista do ano, num dos programas mais conservadores da televisão brasileira, foi uma travesti. Pablo, mostrou versatilidade, apesar de controvérsias sobre o seu talento musical.

E na literatura, essa onda que veio para quebrar barragens do preconceito e se estabelecer mais próximo de nossos lares, também achou o seu lugar. Não que isso seja algo novo nos livros. Jane Austen já fazia criticas severas à sociedade patriarcal do século XIX, assim como Mary Shelley, e seu vanguardismo no terror e na ficção cientifica, colocando em pauta discussões sociais como a estupidez humana e totalitarismo. Ao longo do século XX também existem várias obras nesse aspecto. Os movimentos naturalistas e modernistas tinham diversos autores que faziam criticas às sociedades à época. Assim como, George Orwell e Ursula Le Guin. Enfim. A questão é que em 2017 chegaram no Brasil, uma quantidade considerável de obras que representam um público que era até então, invisível. Ou ainda discussões relevantes para o contexto que vivemos. Isso, sem perder a "qualidade literária" necessária para contar uma boa história.

CONHEÇA AGORA ESSES LIVROS QUE FIZERAM A DIFERENÇA EM 2017.

Comente com o Facebook