Resenha: Atômica: A Cidade Mais Fria - Antony Johnston

O melhor do jogo de espiões noir da guerra fria.

dezembro 08, 2017 - Postado Por: Yuri Lima
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O melhor do jogo de espiões noir da guerra fria.




Não existe cenário mais rico para se falar de espionagem do que a guerra fria. Não que não houvesse espionagem antes ou depois disso, mas foi exatamente o que a guerra fria foi: apenas jogos de espiões e tráfico de intel (pra entrar no clima). Inclusive, me pergunto por que nenhum Assassin’s Creed se passa nessa época. #FikDik



E é nessa época que Antony Johnston situa a história de Atômica – A Cidade Mais Fria. Originalmente o nome do quadrinho é apenas A Cidade Mais Fria, mas depois do filme sair com o título de Atomic Blonde colocaram esse “Atômica” aí. Não faz diferença pra história e ajuda a vender então não seremos extremistas aqui, certo? Certo? Correto?

A Cidade Mais Fria conta a história de Lorraine Broughton, agente do MI6, serviço secreto britânico, que foi convocada pra localizar uma lista contendo o nome de todos os agentes aliados, a qual sumiu após outro agente britânico disfarçado que estava em posse dela ser assassinado.



Então Lorraine, que nunca tinha estado em Berlim, se vê em meio a um jogo muito mais complicado do que ela, mesmo com toda experiência, esperava. As vésperas da queda do muro, a cidade está fervendo de agentes de todos os países e com o agente que deveria ser o contato dela possivelmente comprometido (talvez sendo um agente duplo ou algo pior), Lorraine está praticamente sozinha na cidade mais fria daquela época.

A trama é complexa e bem elaborada, mas previsível e clichê. O enredo lembra muito outras obras, tanto na estrutura narrativa quanto no enredo em si. Provavelmente você já vai imaginar o final quando ler.

Quem assina a arte é Sam Hart, anglo-brasileiro, e fez um trabalho que não agradou a muitos, mas que situa bem o leitor no clima noir da história. A arte parece realmente o storyboard de um filme de espiões, mas realmente às vezes deixa a desejar nos detalhes e expressões faciais.



Atômica – A Cidade Mais Fria é um gibi simples e não muito ambicioso e me espanta que tenha virado filme. Não chega a ser ruim, pelo contrário, é uma boa história em quadrinho, mas tinha potencial para ser bem melhor. Particularmente, preferi a versão cinematográfica, algo raro de acontecer.


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Atômica: A Cidade Mais Fria (The Coldest City)
Autor: Antony Johnston
Ilustrador: Sam Hart
Editora: DarkSide Books
Ano: 2017
Skoob: 3.6 Estrelas / Goodreads: 3.2 Estrelas
Compre Aqui: Amazon, Saraiva, Submarino
03 Estrelas
Berlim, outubro de 1989. O muro que dividiu a Alemanha está prestes a cair, feito uma peça de dominó que acabará derrubando também a União Soviética e a impenetrável Cortina de Ferro. A Guerra Fria parece chegar ao fim, mas o assassinato de um agente secreto inglês do MI6 com informações inestimáveis, uma lista que contém os nomes de todos os espiões que atuam em Berlim, deixa claro que os dois lados ainda têm muito o que esconder, como até hoje. Mas, junto ao corpo, não se encontra lista alguma.
Autor: Antony Johnston é o premiado escritor de revistas em quadrinhos, graphic novels, videogames e livros. Já frequentou a lista de mais vendidos do New York Times com títulos que incluem Wasteland, Demolidor, Dead Space, Julius e Frightening Curves. Também já adaptou livros do famoso romancista Anthony Horowitz, colaborou com a lenda dos quadrinhos Alan Moore em Neonomicon e Fashion Beast e reinventou Wolverine, o renomado personagem da Marvel Comics, para sua versão mangá. Suas obras já foram traduzidas para vários idiomas e tiveram seus direitos vendidos para o cinema. Ele mora e trabalha na Inglaterra.
Ilustrador: Sam Hart nasceu no Reino Unido e mora no Brasil. Trabalha com ilustrações para jornais e revistas, além de fazer storyboards para o mercado publicitário. Curte ficção histórica e mitos. Entre seus créditos como artista de quadrinhos estão Tropas Estelares, Juiz Dredd, Robin Hood: a Lenda de um Foragido e Excalibur: A Lenda do Rei Artur.

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